Medicamento é indicado para tratamento de curta duração da insônia e deve ser usado na menor dose eficaz e pelo menor período possível, com orientação profissional.
O uso indiscriminado do zolpidem, medicamento hipnótico utilizado no tratamento de curta duração da insônia, tem aumentado e preocupa especialistas devido aos riscos associados ao consumo inadequado ou prolongado.
Segundo a farmacêutica Ana Cláudia de Brito Passos, coordenadora do Centro de Informação e Documentação sobre Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (UFC), o zolpidem pode provocar sonolência, tontura, alterações de memória e comportamento, prejuízo da atenção e da coordenação motora, além de aumentar o risco de quedas e acidentes.
O uso prolongado também pode levar à tolerância e dependência, além de provocar sintomas de abstinência e insônia rebote quando o medicamento é interrompido de forma brusca.
Risco de comportamentos durante o sono
Entre os efeitos mais preocupantes estão episódios em que a pessoa pode levantar, comer, dirigir ou realizar outras atividades sem estar completamente desperta e, posteriormente, não se lembrar do ocorrido. Embora sejam eventos considerados raros, podem resultar em acidentes e lesões graves.
O risco de sedação também aumenta quando o zolpidem é combinado com álcool ou outros medicamentos que deprimem o sistema nervoso central.
A orientação destacada pela farmacêutica é que o tratamento seja realizado pelo menor tempo possível. Conforme a bula brasileira validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o tratamento, de modo geral, não deve ultrapassar quatro semanas.
A Anvisa já adotou medidas para ampliar o controle sobre a prescrição e venda do zolpidem. Desde 2024, medicamentos à base da substância, independentemente da dosagem, passaram a exigir receita de controle especial.
Terapia pode ser alternativa para insônia crônica
Para pessoas que sofrem de insônia crônica, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCCI) é apontada como uma das principais alternativas não medicamentosas e recomendada como tratamento inicial por importantes diretrizes.
Também é necessário investigar fatores que podem contribuir para a dificuldade de dormir, como consumo excessivo de cafeína, álcool e nicotina, horários irregulares de sono, uso excessivo de telas, ansiedade, depressão e outras condições.


Postar um comentário
Deixe um comentário!