Nova política busca ampliar o acesso à saúde e combater desigualdades que afetam mais de 1,3 milhão de quilombolas em todo o país.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar com a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola, iniciativa criada para enfrentar barreiras estruturais que dificultam o acesso aos serviços de saúde para mais de 1,3 milhão de quilombolas no Brasil.
Segundo o Ministério da Saúde, a nova política representa um avanço no reconhecimento da luta histórica das comunidades quilombolas, com foco no combate ao racismo, na promoção da equidade e na garantia do direito à saúde.
As ações deverão ser desenvolvidas de forma articulada entre União, estados e municípios, buscando melhorar a qualidade de vida e ampliar o atendimento à população quilombola.
Entre os principais desafios apontados pelas comunidades estão a falta de saneamento básico, o acesso limitado à água tratada, a escassez de equipes de Saúde da Família e as dificuldades para obter diagnóstico precoce.
A política foi construída com participação da sociedade, a partir de contribuições obtidas em consulta pública, conferências de saúde e recomendações do Conselho Nacional de Saúde. A expectativa da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) é que as novas medidas garantam atendimento mais respeitoso às comunidades, considerando sua história, cultura e saberes ancestrais.
Próximos passos
O próximo estágio será a elaboração de um plano operativo nacional, que deverá estabelecer prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores públicos.
As novas medidas serão integradas a outras políticas federais voltadas às comunidades quilombolas, incluindo iniciativas relacionadas à gestão territorial e ambiental e à educação escolar quilombola.


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