A vacinação acontece por meio de agendamento ou chamamento dos profissionais

Iniciada no dia 15 de abril, a vacinação dos profissionais da educação foi dividida pelo governo em duas etapas e isso tem causado algumas dúvidas sobre quais são os trabalhadores que podem receber a imunização nessa primeira fase.

Esse grupo é estimado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em mais de 50 mil profissionais e, até o momento, foram distribuídas doses para atender a 32.626 trabalhadores, o que representa 63% desse público.

Na quarta-feira (26), os secretários de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e da Educação, Vitor de Angelo, realizaram um pronunciamento para anunciar que não será mais necessário elaborar listas para organizar a vacinação desses profissionais e a liberação para imunizar professores do ensino superior.

A ampliação foi possível porque profissionais da educação vão receber as doses da AstraZenca, que estavam destinadas para mulheres grávidas e puérperas.

A vacinação dos trabalhadores da educação deve ser realizada por meio de agendamento ou chamamento definido por cada município, de acordo com a Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nº 051/2021.

No entanto, a Sesa adverte, em nota, que essa imunização deve seguir uma ordem. "A vacinação desse grupo segue o ordenamento de professores, auxiliares de classe e gestores das unidades escolares, e em seguida os demais trabalhadores da escola, de acordo com a organização das equipes municipais", informa.

Assim, podem ser vacinados nesse momento professores do ensino infantil, do ensino fundamental, médio e superior das redes municipal, estadual, federal e particular, além dos auxiliares de classe e gestores das unidades escolares.

A imunização fica a critério de cada cidade, que determina quais funções vão ter doses ofertadas em cada agendamento, bem como a faixa etária desses profissionais.

O presidente do Sindicato dos Professores do Espírito Santo (Sinpro-ES), Juliano Pavesi, vê como positivo o fim da listagem nominal e a abertura dos agendamentos para a categoria.

"Ainda estamos tendo uma certa dificuldade no agendamento, porque está tendo uma procura grande, mas a quantidade de vacina ainda não é grande. Algumas prefeituras ainda não colocaram o agendamento no site também, mas estamos monitorando para tomar a ações para garantir o direito dos professores se for preciso", afirmou ele.

No ato da vacina, o profissional precisa comprovar o vínculo com a escola. Pavesi informa que isso pode ser feito por meio de declaração emitida pela instituição de ensino (em Vitória, isso tem sido solicitado e a prefeitura disponibiliza um modelo no site) e apresentando a carteira de trabalho, contracheque ou algum outro documento que demonstre esse vínculo.

Além de Vitória, as demais cidades da Grande Vitória também já abriram agendamentos para vacinar professores. Nesta sexta-feira (28), Cariacica abre uma nova marcação para essa categoria. Outro agendamento no mesmo dia é da Serra. No entanto, é preciso lembrar que os trabalhadores devem se vacinar no município de residência.

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