A Aldeia Tupiniquim de Comboios, localizada em Aracruz, no Espírito Santo, recebeu participantes da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura para uma experiência imersiva voltada à valorização da cultura indígena e da preservação ambiental.
A atividade faz parte do projeto "Memória das Águas: Vivências Tupiniquim na Aldeia Comboios", que apresenta aos visitantes o cotidiano das famílias indígenas e suas ações de conscientização ambiental, reflorestamento, preservação dos manguezais e fortalecimento das tradições ancestrais.
Atualmente, cerca de 950 pessoas vivem ao longo dos 24 quilômetros da península que abriga a comunidade. Segundo Hudson Coutinho, vice-presidente da Associação Indígena Tupiniquim de Comboios (AITC), o trabalho desenvolvido na aldeia reforça a relação histórica do povo indígena com a natureza, baseada nos ensinamentos dos ancestrais.
A programação incluiu apresentações culturais, momentos de escuta, caminhadas pelo território e visitas ao Rio Comboios e à Reserva Biológica de Comboios (Rebio Comboios), considerada o principal local de desova da tartaruga-de-couro no Brasil, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção.
Durante a visita, representantes do Ministério da Cultura destacaram a importância da troca de saberes entre povos indígenas, agentes culturais e gestores públicos para a construção de políticas voltadas à diversidade cultural e à justiça climática.
A comunidade também relembrou os impactos causados pelo rompimento da Barragem de Mariana, em 2015. De acordo com o cacique Jocinaldo Coutinho, o desastre afetou diretamente atividades como pesca, mariscagem e agricultura, além de provocar mudanças no modo de vida das famílias indígenas.
A Aldeia Tupiniquim de Comboios receberá novos grupos de visitantes nos próximos dias dentro da programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, evento que reúne representantes da cultura popular, povos tradicionais e gestores públicos de diversas regiões do Brasil.
Fonte: Cultura Viva




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