Quase oito em cada dez médicos que atuam em unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil apresentam algum nível de esgotamento emocional. Segundo levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), 48,5% dos profissionais relataram alto desgaste emocional, enquanto 31,2% registraram esgotamento moderado.
O estudo ouviu mais de 2,3 mil médicos em 26 estados e no Distrito Federal. A pesquisa também identificou baixa satisfação profissional em 46,4% dos entrevistados. Considerando os profissionais com satisfação moderada, o índice chega a 84,5%.
A qualificação profissional aparece como um fator associado a melhores resultados. Médicos especialistas em terapia intensiva apresentaram menores índices de esgotamento e maior realização pessoal em comparação aos generalistas que trabalham em UTIs.
Representantes do CFM destacaram ainda que as dificuldades podem ser maiores na rede pública, diante de condições de trabalho mais desafiadoras, remuneração menor e múltiplos vínculos empregatícios.
Os resultados reforçam a necessidade de incluir a saúde mental dos médicos nas políticas públicas, com medidas voltadas à melhoria das condições de trabalho e à qualidade da assistência prestada aos pacientes.🔁

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