Um dos principais desafios é o diagnóstico correto. Estima-se que a condição atinja cerca de 12% das brasileiras, mas muitas mulheres passam anos sem saber que têm a doença por confundirem os sintomas com obesidade ou celulite.
Dor e hematomas podem ser sinais de alerta
Entre os sintomas mais comuns estão dor e sensibilidade ao toque, sensação de peso e cansaço nas pernas, nódulos e facilidade para apresentar manchas arroxeadas e hematomas.
A publicitária Jéssica Jaroszewski percebeu alterações ainda na infância, mas só recebeu o diagnóstico aos 27 anos. Antes disso, chegou a procurar atendimento médico por causa das dores e dos hematomas frequentes.
Segundo especialistas, o lipedema possui características genéticas e é uma doença crônica, que exige acompanhamento contínuo.
Tratamento deve ser individualizado
O tratamento depende do quadro de cada paciente e deve envolver diferentes profissionais de saúde. Entre as medidas utilizadas estão alimentação adequada, controle do peso, exercícios de baixo impacto, fisioterapia, drenagem linfática, terapia de compressão, cuidados com a pele e controle da dor.
Especialistas destacam que procedimentos invasivos, como cirurgias, não devem ser considerados antes da avaliação e do tratamento conservador adequado.
Além dos impactos físicos, o lipedema pode comprometer a mobilidade em casos mais avançados, afetando regiões como pés e joelhos. Por isso, profissionais e pacientes defendem que a condição seja tratada como uma doença e não apenas como uma questão estética.
Projeto busca ampliar atendimento pelo SUS
Na Câmara dos Deputados, tramita desde novembro de 2023 um projeto de lei voltado à atenção às pessoas com lipedema pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta prevê a criação de protocolos clínicos e terapêuticos, além de ações de conscientização e divulgação de informações sobre diagnóstico e tratamento.
O projeto ainda aguarda parecer da relatora na Comissão de Finanças e Tributação.🔁

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