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Presidente Lula anuncia a entrega de 18 títulos de territórios quilombolas, beneficiando 1.780 famílias e fortalecendo a regularização fundiária em diversos estados brasileiros.



Durante o Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, realizado em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a entrega de 18 títulos de territórios quilombolas, beneficiando cerca de 1.780 famílias em diferentes estados brasileiros. A medida regulariza mais de 11,6 mil hectares e fortalece a proteção territorial, o acesso a políticas públicas e a segurança das comunidades tradicionais.

A coordenadora das associações quilombolas do Pará, Carlene Printes, comemorou a titulação de três territórios aguardados há anos pelas comunidades do estado. Segundo ela, a regularização fundiária representa um avanço histórico, especialmente para famílias da Ilha do Marajó, que enfrentam ameaças de fazendeiros, mineradoras e grileiros.

Representantes da comunidade quilombola Santa Luzia, no Marajó, destacaram que o decreto presidencial simboliza um ato de reparação histórica e garante mais segurança para as 19 famílias que vivem da agricultura familiar e da preservação da floresta amazônica.

Em Santa Catarina, a comunidade Invernada dos Negros também recebeu títulos de terra. A líder Adriana Ferreira da Silva ressaltou a importância das políticas públicas voltadas às comunidades quilombolas e o protagonismo das mulheres na luta por direitos e reconhecimento.

Além da entrega dos títulos, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou o reconhecimento do território Porto Leocádio, em Goiás, beneficiando 20 famílias. Também foram divulgados cinco novos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs), etapa fundamental para a regularização de áreas quilombolas nos estados do Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte e Bahia.

Entre os territórios contemplados estão comunidades dos estados de Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Maranhão, Amapá e Bahia. A iniciativa reforça a política de valorização das comunidades remanescentes de quilombos e amplia a garantia de direitos territoriais em diversas regiões do país.

Fonte: Agência Brasil

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