Em reunião virtual na tarde desta segunda-feira (15), o governador Renato Casagrande e os chefes de Poderes do Estado chegaram a um consenso de que é necessário restringir as atividades no Estado para evitar um colapso do sistema de saúde. A proposta que teve o consenso do governo do Estado, Assembleia, Ministério Público, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Defensoria é um lockdown por 14 dias, a partir da próxima quarta-feira (17).

A reunião durou 1h40, mas o governo ainda não bateu o martelo. Isso porque Casagrande quer ouvir os representantes dos setores produtivos, numa reunião que acontece neste momento com Findes, Fecomércio e outros representantes do setor para debater a proposta do governo e dos chefes de poderes. A assessoria do governador convocou uma coletiva de imprensa para amanhã, às 15h, para explicar as medidas.

Para os chefes de poderes, o governador teria explicado que a taxa de ocupação dos hospitais está variando entre 89% e 91,5% e que todos os 40 leitos abertos hoje – 18 no Dório Silva, na Serra, e 22 no Hospital de São José do Calçado – foram todos já ocupados, e em pouco tempo.

Segundo um dos chefes de Poderes que participou da reunião, na tarde de hoje foram registrados 90 pedidos de leitos de UTI, no sistema de regulação do SUS no Estado, e muitos (cerca de 40) seriam por parte de hospitais da rede privada.

Segundo a proposta, a restrição das atividades seria no mesmo molde que ocorreu no ano passado, com o funcionamento apenas de serviços essenciais – mercado, padaria, farmácia, posto de gasolina –, mas o diferencial é que seria pelo tempo máximo de 14 dias.

Na reunião, alguns chefes de poderes chegaram a sugerir medidas ainda mais duras e restritivas, como o fechamento das praias, multa e até prisão para quem não usar máscara em espaços públicos. Mas não houve consenso nessas medidas. Pela proposta, todo o Estado estaria em risco extremo a partir de quarta-feira.

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